São João, estrelas e forró raiz: artistas baianos divergem sobre teto de cachê
- 4 de mar.
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A grade de atrações das festas juninas da Bahia podem sofrer mudanças significativas a partir de 2026. O Ministério Público da Bahia (MPBA) estabeleceu, nesta segunda-feira, 2, diretrizes com relação aos valores utilizados pelas prefeituras do estado para a contratação de artistas durante o São João, que devem entrar em vigor a partir deste ano.
Em parceria com os Tribunais de Contas dos Municípios (TCM/BA), o Estado da Bahia (TCE/BA) e os demais Ministérios Públicos do Nordeste, a medida visa garantir que a média do somatório dos cachês dos artistas não ultrapasse o valor do ano anterior, chegando a um “limite superior de atenção”.
Em 2025, o valor total dos contratos de alguns artistas chegou à marca de mais de R$ 700 mil, entrando em uma faixa de atenção especial. Dentre alguns destes cantores estão Wesley Safadão, Simone Mendes, Nattan, Ana Castela e a dupla Zé Neto e Cristiano, que possuem cachês que variam entre R$ 1,1 milhão e R$ 800 mil.
Apesar da medida implicar na redução da contratação destes artistas nacionais para as festas de São João da Bahia, a regra não afeta diretamente os forrozeiros baianos. Com cachês que variam entre R$ 100 mil e R$ 400 mil, os cantores poderão estar mais presentes nas grades de atrações dos grandes eventos do estado.
Com mais de 30 anos de carreira no forró, Targino Gondim afirmou que a medida chega em um momento crucial para a retomada da tradição no São João da Bahia. Em entrevista concedida a reportagem do Portal A TARDE, o cantor destacou que a regra beneficia os produtores do forró autêntico raiz.




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